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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Carabina Puma



Logo que foi lançada a carabina Puma
Por ser uma cópia da Winchester, a Puma conquistou clientes no Brasil e ficou famosa. A recarga estava no começo e os atiradores ávidos por recarregarem e sem terem um parâmetro das pólvoras, que naquela época era somente da IMBEL, e não eram acompanhadas de especificações. Dado a isso, os atiradores e caçadores faziam suas experimentações, tanto é que ouvia-se falar que alguns conseguiram detonar a báscula da arma por usarem cargas desproporcionais. Os recarregadores não se conformavam com o tirinho fraco do .38 usado nos revólveres, queriam um tiro mais potente. Quando surgiu a pólvora Tucano, que era mais forte, muitos colocavam até 7 grains de pólvora. Eu mesmo andei fazendo cargas de 6 grains de pólvora Tucano. Uns dias antes de sair para uma caçada de capivaras, carreguei algumas cápsulas com projéteis semi canto vivo de chumbo feito por nós, testei antes e tudo bem. Fomos então à noite de barco, eu com a carabina e meu primo no piloto do barco, íamos focando o rio e seus barrancos com o farol, um dado momento vimos uma capivara atravessando o rio. Mais que depressa fomos em sua direção, segurando-a no foco, assim que a oportunidade do tiro surgiu, detonei a Puma, mas em função do balanço do barco,errei. Imediatamente manobrei  novamente e a bala não entrava , no escuro, tentei forçar para que a outra bala entrasse para proporcionar outro tiro e nada, verifiquei então que ficou uma parte do cartucho na câmara e outra metade o extrator retirou. Conclusão: a caçada acabou, não tinha nada para sacar o pedaço de cápsula de  dentro da câmara.
Com a advinda de pólvoras de queima lenta pudemos adequar as cargas para a carabina e obter melhoria no aproveitamento da arma. Hoje todos sabem que para arma longa a queima da pólvora deverá seguir um gráfico, em que o pico de pressão deve se dar ao longo do cano. Eu mesmo já fiz experiência com pólvora de queima lenta, colocando 17 grains numa cápsula de .38 e o tiro saiu perfeito, tanto que, não corta a cápsula e não denota excesso de pressão na espoleta e perfura uma chapa de aço SAE 1020 de 3/16”de espessura, o que não faz uma bala .357mag original de fábrica.Obs. Não aconselho ninguém a fazer esta experiência, pois depende  muito do tipo da pólvora usada. Mais histórias vejam meu livro Contos de Caçadas. 


Um comentário:

  1. Parabéns! O Sr. fez muito bem em criar esse blog. É necessário estimular o esporte do tiro e da caça no Brasil. Graças a atitudes como as do Sr. que tentamos conscientizar o povo brasileiro da importância do manejo racional e adequado das espécies cinegéticas e, para tanto, é preciso introduzir a cultura da caça esportiva no Brasil ajudando a preservar e utilizar esses recursos de forma legalizada e racional, oque além de gerar empregos, gera também divisas para o país.
    Parabéns pela iniciativa.

    Um abraço!

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