Follow by Email

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O Pacuçu


                                        PACUÇU
A palavra pacuçu na língua indígena significa o macho da paca,  já ouvi muitos caçadores do Mato Grosso e mesmo de São Paulo, afirmarem que pacuçu é um outro tipo de paca , com  listras diferentes , tamanho e peso maior que as comuns encontradas. Eu particularmente nunca vi um desses pacuçus. O livro Dicionário dos animais do Brasil, não menciona esta espécie.
Este mês faleceu o conhecido , estimado , embora polêmico caçador e pescador chamado José Belloto. Ele era o que podemos chamar de verdadeiro caçador,  caçou por muito tempo perdizes, mas sua especialidade maior eram as pacas. Ele faleceu aos  68 anos e até uns 6 meses antes de falecer, motivado pelo câncer, fazia suas caçadas de pacas nas redondezas. Seu vício era fumar, um ano antes de sua morte ele me falou que não estava dando mais para caçar, pois não conseguia evitar a tosse, e o barulho espantava os bichinhos.Era o mal que já o atacava.
Infelizmente pouco pude ouvir de suas histórias para contar para vocês, mas uma eu captei. Em conversa com um dos seus amigos, o Zé falou que já tinha visto nas redondezas um pacuçu. O seu amigo fez um desafio: --Zé quando você pegar um pacuçu, traga para eu ver, pode ser a hora que for. O Zé continuou suas andanças, ele era pedreiro aposentado e dedicou seu tempo para andar atrás das pacas, era um especialista, tinha visor noturno e outros utensílios pertinentes. O seu sistema de caçada era somente no “puleiro”, isto é, na ceva. Fazia cevas com milho em diversos lugares e sempre cuidava de ver se a paca estava comendo. Uma dessas sevas estava “batida” e então resolveu empuleirar-se no estaleiro já preparado anteriormente. O melhor dia para a paca vir mais cedo, era após o terceiro dia da lua cheia, foi nesse dia que adentrou ao mato e ficou na expectativa. Não demorou muito ouviu a “buia”(barulho) que a paca vinha fazendo nas folhas secas aproximando da seva. Ele já estava com seu visor noturno acompanhando a “danada”.Eis que a bichinha começou a rasgar a palha do milho, ele estava extasiado com o tamanho da paca e murmurou:-- É o pacuçu, agora terei a prova para meu amigo. Já com sua .22 pronta para o tiro, iluminou com sua lanterna e premeu o gatilho. O pacuçu estrebuchou, ele confirmou que estava morto, pois pereceu deitado com a barriga prá cima. Como era cedo ainda e a ceva aparentava ter sido visitada por mais que uma paca, resolveu esperar mais um pouco para ver se aparecia outra. Ficou mais um tempo esperando e nada, de repente ouviu um barulho e quando olhou para onde o pacuçu ficou, cadê o tal. Sumiu....
E assim ele não pôde provar para seu amigo a existência do tão falado Pacuçu. Até parece história de pescador que sempre o maior peixe escapa.
Hoje, feliz do Zé, está revivendo suas caçadas com outros caçadores lá no Céu.
Outras histórias de caçadas no meu livro Contos de caçadas




3 comentários:

  1. Sempre escuto as pessoas comentando a respeito disso, aqui no Pará o pessoal fala da famosa paca concha, uma pacona de tamanho bem avantajado, que pode chegar aos 15 quilos, mas na verdade não se trata de outra especie de paca, são alguns individuos que crescem um pouco mais, por algum fator genético e do meio ambiente onde vivem, como alimentação e adaptação ao meio.
    Mas vale a pena ver esse pacão, aqui no Pará não é dificil ver paca pesar mais de 10 quilos, encontrar um exemplar de 15 ja não é tão facíl, mas garanto que existe.

    O blog ta muito bacana Sr. Eloir.
    Abraço

    ResponderExcluir
  2. cara se eu podese eu ia te que eu matei o tau pacuçu e tem as foto se quise eu mostro valeu amigo

    ResponderExcluir
  3. cara se eu podese eu ia te que eu matei o tau pacuçu e tem as foto se quise eu mostro valeu amigo

    ResponderExcluir